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Postado por em 5 nov 2013 | 0 comentário(s)

Mudanças para melhor

Mudanças para melhor

Nova norma da Anvisa propõe rastreabilidade de medicamentos que irá exigir equipamentos específicos.

O Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) instituiu os mecanismos e procedimentos que vão garantir o rastreamento dos medicamentos para evitar fraudes e venda de mercadorias roubadas. Estabelecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ainda aguardando definição oficial para ser exigido ao mercado, propõe que o controle comece na produção e acompanhe o medicamento até a prescrição destes produtos. Esse novo procedimento irá abrir uma grande oportunidade para a venda de leitores de imagens, substituindo os tradicionais leitores de código de barras em toda cadeia produtiva – indústria, distribuidores e varejo. “

Já estamos comercializando os novos leitores para clientes que preferiram se antecipar à resolução”, informa Evandro Scariot, da Automatech, complementando que algumas empresas do segmento farma continuam comprando leitores de código de barras, lineares, que são mais baratos, por falta de obrigatoriedade legal, mas, avisa Evandro, “quando a norma for para valer terão de trocar todos os equipamentos”.

O assunto demandou anos de debates e até o abandono de um projeto anterior. A rastreabilidade foi instituída em 2009 (lei 11903/09), mas em 2011, por pressão da indústria farmacêutica a Anvisa suspendeu a proposta anterior, que previa o uso do selo Casa da Moeda e foi muito criticada por encarecer o produto final. O modelo atual, pelo contrário, foi bem recebido pelas empresas e Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) declarou que só perdem com essa medida “o sonegador, o falsificador e o ladrão de remédios”.

 

Novidade

A rastreabilidade pressupõe que todas as embalagens de medicamentos no Brasil tenham uma identificação única, capaz de permitir ao usuário saber se o produto é original e se tem procedência legal. A Anvisa ainda está estudando as propostas dos setores envolvidos antes de oficializar a norma.

A Diretoria Colegiada da Anvisa definiu na RDC 59, publicada em 25 de novembro de 2009, que a tecnologia a ser adotada para o SNCM é o código de barras bidimensional, a Datamatrix. Trata-se do mecanismo de captura, armazenamento  e transmissão eletrônica de dados necessários ao rastreamento de medicamentos no Brasil. Ao contrário do código de barras comum, que é visível e contém apenas um número, o bidimensional pode armazenar milhares de informações ao mesmo tempo, como números, letras e outros dados.

Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, explica que “as empresas detentoras de registro junto à Anvisa serão responsáveis por gerar e dispor em cada embalagem de medicamento um número chamado de Identificador Único de Medicamento (IUM), que é formado pelo número do registro do medicamento junto à Anvisa, contendo 13 (treze) dígitos, além do número serial, a data de validade e o número do lote”.

Para a indústria, o prazo sugerido de adaptação às novas regras é de 180 dias e para o comércio varejista, de 360 dias, após a publicação do regulamento no Diário Oficial. Evandro Scariot, da Automatech, recomenda às revendas que con tatem seus clientes para discutir as novas medidas e elaborar um plano de investimento para a mudança do equipamento. “Quem deixar para a última hora irá gastar mais”. Algumas redes clientes da Automatech já se anteciparam com os novos scanners e a revenda também está contatando hospitais, distribuidores e farmácias que fazem parte de sua carteira. “Temos diversas consultas e recomendamos sempre o investimento preventivo. Quem ainda espera que essa lei não vai pegar está contando com a sorte, pois tudo caminha para um rápido desfecho”.

 

Fonte: Guia Prático de Soluções 2013/14 ScanSource

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